Ciclo Troiano

A Odisseia
Odisseu lutou dez anos em Troia e levou outros tantos para voltar. Naufragou, foi prisioneiro de deusas, desceu ao reino dos mortos, ouviu o canto das sereias e regressou sozinho a Ítaca. Lá, Penélope o esperava, cercada por pretendentes. Para contê-los, tecia de dia uma mortalha; à noite, desfazia em silêncio o que havia tecido.
A Odisseia é uma das histórias mais antigas do mundo — e continua sendo uma das mais inquietantes. Fala de retorno e de perda, de inteligência e violência, de fidelidade e vingança. Fala do tempo que transforma os homens e da impossibilidade de reencontrar intacto o lugar de onde se partiu.
Neste romance em prosa, a jornada de Odisseu é reconstruída com fidelidade ao enredo e ao espírito de Homero: um mundo belo e brutal, que não pede aprovação — pede compreensão.
Ecos de Troia
Muito antes de as muralhas de Troia serem ameaçadas, um juramento entre os reis
aqueus já tornara a guerra inevitável. O rapto de Helena foi a faísca; o incêndio vinha de
longe — ambições, rivalidades e medos prontos a arrastar o mundo grego para uma
década de destruição.
Ecos de Troia acompanha esse conflito desde a origem até o destino dos que ficam. De
um lado, Menestheus, rei de Atenas, levado a uma guerra que jamais desejou, submetido
a um pacto que o ultrapassa. De outro, Laódice, princesa troiana, que vê a cidade ruir à
sua volta e sobrevive para carregar o que a violência tentou apagar.
Entre as duas vozes, o romance desvia o olhar dos grandes nomes para quem enfrenta o
medo, a perda e o cativeiro —e para as escolhas que continuam a cobrar seu preço muito
depois da última batalha.

